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PREVISÕES PARA O FUTURO EM 1975

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Hoje estamos no futuro em relação a quem vivia em 1975 e tentava prever como seria o nosso mundo ou o mundo das empresas com a existência dos computadores. A IBM tentou fazer isto em uma serie de slides onde mostrava o seu moderníssimo computador S/370 que foi um dos primeiros comercializados em larga escala. O Foco eram as empresas. O HD de um computador desses era do tamanho de uma geladeira e não cabia nem 10% dos dados que cabem em um Pendrive velho de R$ 30,00

Hoje você compra computadores pessoais com 1GB de memória RAM, ou seja 1.000 MB (e uns quebrados) de memória RAM ou mais ou menos 1.000.000 KB de memória RAM. Naquela época os computadores tinham 64 KB de memória e faziam menos coisas que uma calculadora de bolso ou um celular dos mais baratos. Bill Gates já chegou a dizer (quando muito jovem) que ninguem jamais precisaria de um computador com mais de 64kb de memória. Hoje ele deve ter mudado de ideia já que uma das coisas que ele mais faz o mundo gastar é com memória RAM sempre que resolve mudar a versão do Windows. Provavelmente é sócio das empresas que produram chips de memória.

Agora diante disso será que da para imaginar como será o nosso computador pessoal daqui a 30 anos? Provavelmente teremos memória RAM na casa das centenas ou milhares de TERABytes. Processadores com milhares de núcleos, atualmente já podemos comprar com facilidade processadores com 4 núcleos, ou seja, um processador que possui 4 processadores dentro dele.

Outra possibilidade seria o fim dos computadores como temos hoje. Teríamos apenas terminais. Estes terminais estariam conectados na Internet a uma velocidade gigantesca. Isto permitiria que os dados e softwares sofisticados estivessem rodando fora do nosso computador. É exatamente este o objetivo do Google na tal “computação nas nuvens”. Todos os seus dados pessoais e aplicativos ficariam no Google e não no seu computador. E assim você poderia acessar tudo que é seu através de qualquer computador, qualquer celular, qualquer coisa ligada na internet em qualquer lugar. Precisamos apenas saber se não seria perigoso deixar isso nas mãos de uma empresa.

Veja os slides:

Para terminar veja outras previsões furadas do futuro feitas por gente importante no passado:
“Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa”.
Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp. (DEC), fabricante de computadores mainframe computers, discutindo os computadores pessoais, em 1977.

“Mas… para o que serve isso?”
Robert Lloyd, executivo da IBM, sobre o microprocessador, em 1968.

“Na medida em que uma calculadora no ENIAC é equipada com 18 mil tubos de vácuo e pesa 30 toneladas, os computadores do futuro deverão ter apenas mil tubos de vácuo e pesar 1,5 toneladas”.
Revista Popular Mechanics, em 1949.

“Eu viajei por todos os cantos deste país e conversei com as melhores pessoas, e posso assegurar a você que o processamento de dados é uma moda e não vai durar até o final do ano”.
Editor responsável por livros de negócios da Prentice Hall, em 1957.

“Esta coisa de antitruste vai passar”.
Bill Gates, fundador da Microsoft (data não disponível).

“O potencial mercado de máquinas de cópia é de, no máximo, cinco mil (unidades).”
IBM, para os eventuais fundadores da Xerox, dizendo que as fotocopiadoras não teriam um mercado tão grande que justificasse a sua produção, em 1959.

Internet e comunicação por satélite

“A transmissão de documentos por cabos de telefone é possível, em princípio, mas o aparato requerido é tão caro que nunca irá se tornar uma proposta prática”.
Dennis Gabor, físico britânico e autor de Inventing the Future, em 1962.

“A compra à distância, apesar de ser completamente possível, irá fracassar - porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar a sua intenção“.
Revista Time, descartando as compras online antes mesmo de se ouvir falar nelas, em 1966.

Não há praticamente nenhuma chance dos satélites espaciais de comunicação serem usados para prover melhores serviços de telefone, telégrafo, televisão ou rádio dentro dos Estados Unidos“.
T. Craven, membro do conselho da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, em 1961 (o primeiro satélite comercial de comunicações entrou em serviço em 1965).

Depois dessas vamos tomar mais cuidado na hora de acreditar nas previsões sobre o futuro da tecnologia. Principalmente se forem previsões de quem entende do assunto.


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